Em 1960, Saulo Gomes conseguiu desvendar, em primeira mão, o misterioso Crime da Fera da Penha que ganhara repercussão nacional.

Chamado ao telefone, Saulo ouviu o que dizia a pessoa do outro lado, sem entender muito. A história parecia desconexa. Falava sobre uma moça loura, que depois de visitar o casal Nilza e Antônio, na casa deles, em Piedade, subúrbio do Rio de Janeiro, foi para uma escola e apresentou-se como da família da menina Tânia, de quatro anos, sendo autorizada a sair com ela, o que não era verdade.

Imediatamente Saulo seguiu para Piedade e logo localizou a casa da família. Sua primeira entrevista foi com Nilza, mãe de Tânia. Ela contou a mesma história da pessoa ao telefone, só que com mais detalhes. Assim que terminou a entrevista, o repórter soltou a reportagem. Depois foi para a delegacia, o 24º distrito, perto da avenida Goiás. Sua conversa com o delegado não acrescentou nada ao caso. O que Saulo sabia era o mesmo que tinha conhecimento o profissional da Polícia Civil. A terceira fonte do repórter foi o pai da menina desaparecida.




Detida no 24º distrito, bairro de Encantado, Neide precisou ser transferida para o prédio da Polícia Central, por conta do risco de invasão da delegacia por parte de populares. Durante a transferência, cerca de 300 pessoas depredaram uma viatura de polícia, utilizada para despistar a viatura que conduzia Neide.




Repercussão do caso na Mídia e na população

As manchetes dos jornais chamaram Neide de “Monstro”





No julgamento da “Fera da Penha” foi apresentado aos jurados a gravação da confissão que Neide fez a Saulo. Essa gravação foi a prova contundente para a condenação da ré.

Neide Maia Lopes, a “Fera da Penha”, foi condenada a 23 anos de prisão, e cumpriu a pena no Complexo Penitenciário de Bangu, hoje Complexo Penitenciário de Gericinó. Recebeu liberdade condicional após 12 anos de cadeia.




Em 2003, o Programa Linha Direta gravou com Saulo Gomes o Caso “Fera da Penha”