Em parceria com a Produtora Eng-9-SP, em 2002, foi feito um documentário do Carandiru durante 36 dias, registrando, dia a dia, a retirada dos detentos, até a implosão.
Pavilhão 8 da Casa de Detenção – Carandiru-SP



O Carandiru era um pedaço bem grande do mundo. Tinha de tudo. Histórias sem fim. Tristezas, saudades, arrependimentos, mas não faltavam malandragem, rebeldia, relatos de violência e dor. Muita dor.

Toda a imprensa estava noticiando a implosão do Carandiru, em dezembro de 2002. Exatamente dez anos depois da rebelião iniciada no pavilhão 9, seguida de muita violência noticiada em todo o mundo. A casa de detenção que abrigava cerca de sete mil homens infratores representava tudo de errado no sistema de reabilitação humana.
O repórter investigativo Saulo Gomes não estava em nenhum veículo de comunicação naquele ano, mas tinha a certeza de que o tema valia um documentário e foi o que ele fez. Conseguiu a parceria que precisava de recursos técnicos e equipe com a ENG 9, apresentou o pedido e foi autorizado a entrar no presídio e registrar os últimos dias daquele lugar. A equipe de Saulo Gomes andou pelo prédio, conversou com presos e funcionários ao longo de 36 dias.




Presos jogando capoeira, em horário de recreação.



Um pouco da trajetória do lugar, Saulo sabia simplesmente por ter vivido durante o regime militar, quando foi preso no Rio de Janeiro.



Para o pavilhão 9 iam os mais perigosos bandidos de São Paulo. Apelidado de Febem, pela baixa faixa etária de seus frequentadores, entre 18 e 22 anos, era o modelo do equívoco. Os destinados ao lugar vinham de instituições de menores e, se ali estavam, era porque não
tinham sido reabilitados. Era o pavilhão com maior número de presos.

Assaltante apelidado de “Metrô”. Ele era especialista em surrupiar pessoas que usavam o transporte público.



Paulo, o diretor de disciplina acompanhava as gravações.



O pavilhão 5, apesar de sua estrutura arquitetônica embrutecida, era chamado de Jardim das Flores . Em um dos andares, ficava a residência dos homossexuais.



Implosão do Carandiru – 8/12/2002

Na foto vemos o secretário da Administração Penitenciária – Nagashi Furukawa; o ministro da Justiça do Presidente Fernando Henrique Cardoso – Paulo de Tarso; o Governador José Maria Alkmin e srª e o engenheiro responsável pela implosão.




Resumo do documentário feito no Carandiru, em 2002. Gravamos durante 36 dias, até o dia da implosão. Produção ENG9 – SP * fotos – Zeca Mosaner – diretor presidente da ENG9.